Em 2002 fui a cidade de São Paulo para visitar a exposição "Os Guerreiros de Xian", um exército de terracota, ou ainda Exército do imperador Qin, que é uma coleção de figuras de guerreiros e cavalos em tamanho natural feitas de terracota, encontradas próximas do mausoléu do primeiro imperador da China perto da cidade de Xian. Pois bem, após a visita perambulando pela cidade sem conhecer nada fomos parar em um bar com um delicioso tira-gosto e uma música ao vivo muito agradável. Ouvi lá pela primeira vez uma música que só anos depois vim saber se chama Mr. Jones e é da banda Counting Crows. A música tem uma batida gostosa e sempre me ajudava a melhorar o astral quando estava pra baixo. Mas não conhecia mais nada desta banda. Nem uma única música a não ser a citada. Em viagem aos Estados Unidos em julho deste ano (2009) ao andar por uma das imensas lojas de eletrônicos em Pittsburgh (PA) , eis que encontro o álbum duplo " August and Everything After". Pus logo no meu carrinho de compras. U$30. Meu marido olha com cara perplexa no caixa e pergunta: você conhece esta banda? Digo que sim e ele me pede para cantar uma música. Canto um pedaço de Mr. Jones e compro os CDs. ADOREI. Simplesmente adorei TODAS as músicas do CD. E isso me levou a pensar no elitismo cultural em que vivemos. Quem gosta de música clássica e jazz é metido a besta. Quem gosta de funk é favelado. Quem gosta de sertanejo e axé é brega. Emo é só para adolescente. Rock é coisa de maluco. Pois para mim chega! Resolvi dar um basta. E declaro publicamente que adoro Bach, Mozart e Vivaldi. Gosto de música céltica e de bandas irlandesas e acho a música popular brasileira de Chico Buarque, Caetano, Gilberto Gil, Dorival Caymme, Paulinho da Viola e Maria Rita maravilhosa. Gosto e danço forró e axé toda vez que tenho oportunidade. E não gosto de funk nem de sertanejo do mesmo jeito que não gosto de picolé de côco ou de café. Não gosto porque não gosto. Não apela aos meus sentidos. E não porque é música desta ou daquela classe social. Chega de rotular todo mundo e colocar todo mundo em caixas pré-definidas. E ouçam o Counting Crows . Eles são espetaculares. Agora eu conheço mesmo.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Counting Crows e Elitismo Cultural
Em 2002 fui a cidade de São Paulo para visitar a exposição "Os Guerreiros de Xian", um exército de terracota, ou ainda Exército do imperador Qin, que é uma coleção de figuras de guerreiros e cavalos em tamanho natural feitas de terracota, encontradas próximas do mausoléu do primeiro imperador da China perto da cidade de Xian. Pois bem, após a visita perambulando pela cidade sem conhecer nada fomos parar em um bar com um delicioso tira-gosto e uma música ao vivo muito agradável. Ouvi lá pela primeira vez uma música que só anos depois vim saber se chama Mr. Jones e é da banda Counting Crows. A música tem uma batida gostosa e sempre me ajudava a melhorar o astral quando estava pra baixo. Mas não conhecia mais nada desta banda. Nem uma única música a não ser a citada. Em viagem aos Estados Unidos em julho deste ano (2009) ao andar por uma das imensas lojas de eletrônicos em Pittsburgh (PA) , eis que encontro o álbum duplo " August and Everything After". Pus logo no meu carrinho de compras. U$30. Meu marido olha com cara perplexa no caixa e pergunta: você conhece esta banda? Digo que sim e ele me pede para cantar uma música. Canto um pedaço de Mr. Jones e compro os CDs. ADOREI. Simplesmente adorei TODAS as músicas do CD. E isso me levou a pensar no elitismo cultural em que vivemos. Quem gosta de música clássica e jazz é metido a besta. Quem gosta de funk é favelado. Quem gosta de sertanejo e axé é brega. Emo é só para adolescente. Rock é coisa de maluco. Pois para mim chega! Resolvi dar um basta. E declaro publicamente que adoro Bach, Mozart e Vivaldi. Gosto de música céltica e de bandas irlandesas e acho a música popular brasileira de Chico Buarque, Caetano, Gilberto Gil, Dorival Caymme, Paulinho da Viola e Maria Rita maravilhosa. Gosto e danço forró e axé toda vez que tenho oportunidade. E não gosto de funk nem de sertanejo do mesmo jeito que não gosto de picolé de côco ou de café. Não gosto porque não gosto. Não apela aos meus sentidos. E não porque é música desta ou daquela classe social. Chega de rotular todo mundo e colocar todo mundo em caixas pré-definidas. E ouçam o Counting Crows . Eles são espetaculares. Agora eu conheço mesmo.
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Muito bem! Abaixo os rótulos e as escolhas pré-concebidas. Mas eu não gostei do Counting Crows... Fazer o que...
ResponderExcluireu tb concordo! e vou confessar uma coisa que me exclui da roda intelectul haha
ResponderExcluirenjoei muito mesmo de bossa nova! nuuu não posso nem pensar que fico nervosa! só de imaginar aquelas mulheres de bares de música ao vivo cantando 'carolina' me dá vertigem! haha pronto falei!
Oi amiga!
ResponderExcluirVim te agradecer, pelo apoio no concurso.
Muito obg, valeu mesmo a força.
Adorei seu blog.
E concordo c/ vc, cada pessoa é única, temos nossos proprios gostos, não precisamos ser "maria vai c/ as outras"
Como vc, à várias Alessandras, mas vc é única.
Adorei ter conhecido um pouquinho de vc, não quero perder seu contato.
Muitos bjins c/ Amor e Arte!